Editorial – Edição de Nov.

Estão passadas as atribulações e as emoções do arranque do novo ano letivo. Reencontrados antigos companheiros, conhecidos novos colegas, novos alunos e novos professores, revisitados os velhos espaços esquecidos durante semanas de praia, sol e brincadeira, eis que a escola reencontra a sua azáfama habitual.
Centro de cultura e de conhecimento por excelência, a escola continua a ser, apesar da concorrência das novas tecnologias, o espaço privilegiado para a aprendizagem, para a descoberta e para o crescimento e desenvolvimento harmonioso dos nossos alunos.
Acantonado entre montes e vales, o nosso concelho tem os seus alunos dispersos por pequenos povoados, muitas vezes distantes entre si. Vencer as distâncias e impedir o isolamento é o objetivo primordial do projeto de itinerância documental “Mala dos Sonhos” que retomou a sua atividade no presente ano letivo. Ver os sorrisos e a alegria das crianças que receberam a “Mala dos Sonhos” nas diversas escolas do ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico do concelho, é o sinal claro de que a curiosidade e a ânsia de conhecimento dos nossos alunos estão mais vivos do que nunca. Ao contemplar as fotografias que nesta edição publicamos, não pude deixar de recordar o já longínquo ano de 1977, quando a professora Elvira, a minha professora da primeira classe, levou a nossa turma à biblioteca itinerante da Fundação Calouste Gulbenkian que parava todos os meses à porta da nossa escola. Recordo uma carrinha cinzenta e muito feia que aguardava a nossa chegada. Mas, ainda mal aberta a porta, todo um mundo de surpresas se nos apresentou, com as coloridas lombadas perfeitamente alinhadas em fiadas de prateleiras, que pareciam imensamente altas para a estatura dos nossos escassos seis anos. Foi um magnífico exemplo de como o conteúdo é mais importante do que a embalagem. E foi também o início de um namoro com o livro e com a leitura que permanece até hoje.
Comemorou-se este mês o Dia Mundial da Tolerância, um dos valores fundamentais arduamente conquistado pelas gerações que nos precederam neste velho continente. Depois de séculos de guerras, conflitos e perseguições, de natureza política, ideológica ou religiosa, e depois de duas guerras mundiais que abalaram os alicerces e os fundamentos do pensamento europeu, os nossos avós quiseram construir um mundo novo e deixar-nos um futuro diferente. Infelizmente, os acontecimentos a que todos assistimos pela televisão, mostram-nos que a Tolerância não é ainda um valor universal. E nesta era da globalização as conquistas civilizacionais de um continente já não são suficientes para garantir a tranquilidade das populações.
O mais preocupante, no entanto, é que, ao contrário do que acontecia no passado, em que eram as novas gerações quem vinha questionar a intolerância e os preconceitos das gerações mais velhas, o que permitia que a cada geração velhos ódios fossem sendo derrubados, hoje são precisamente os mais jovens que são terreno fértil para extremismos, intolerância e preconceito. E isto deve fazer-nos pensar sobre o futuro que deixaremos aos nossos netos. Enquanto escola continuaremos a lutar para abrir horizontes e derrubar fronteiras, para criar nos nossos jovens a capacidade de aceitar a diferença e de reconhecer a riqueza da diversidade. Infelizmente muitos setores da nossa sociedade remam em sentido inverso, tornando-se exemplo nefasto para a geração que estamos a criar. Desde o mundo político passando pelo mundo desportivo, muitos são os infelizes exemplos de intolerância, rivalidade exacerbada e desrespeito pelo outro, a que expomos diariamente os nossos jovens. E se ao mundo político eles não prestam grande atenção, ao mundo desportivo estão, pelo contrário, muito atentos. A sociedade não pode demitir-se do seu papel educativo, acreditando que a escola, só por si, pode cumprir essa missão. Porque afinal, como diz o provérbio africano, para educar uma criança é preciso uma aldeia inteira.

José Bento | professor coordenador do Clube de Jornalismo

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MALAS DOS SONHOS | Itinerância documental Iniciou-se no dia 21 de outubro mais um ano de difusão de leituras nas escolas do concelho de Góis! – Edição de Nov.

Com os protocolos celebrados entre o Agrupamento de Escolas Góis, a Câmara Municipal de Góis e o Plano Nacional de Leitura, no âmbito do desenvolvimento de uma rede de bibliotecas de incidência concelhia, tem-se consolidado a promoção da cooperação e do acesso à informação num quadro de gestão eficiente e eficaz dos recursos disponíveis nas Bibliotecas Escolares e Municipal de Góis.
Com o projeto de itinerância documental “Mala dos Sonhos” pretende-se continuar a potenciar o alcance das leituras em diversos suportes, fazendo chegar a Biblioteca Escolar/ Centro de Recursos Educativos e a Biblioteca Municipal de Góis a todos os lares onde existam crianças em idade escolar.
A itinerância documental “Mala dos Sonhos” pretende criar um conjunto de possibilidades nos estabelecimentos escolares, que induzam o recurso ao livro e a outros meios de enriquecimento do percurso escolar dos alunos, fomentando o gosto pela leitura, a criação de hábitos de pesquisa e uso da informação no trabalho escolar, bem como o alargamento do âmbito e qualidade das práticas pedagógicas.
Este intercâmbio solidário abrange as escolas sem biblioteca do ensino Pré-Escolar e do 1º Ciclo do Ensino Básico público que se encontram fisicamente distantes da Escola-sede do Agrupamento, concretamente as de Alvares, Ponte do Sótão, Vila Nova do Ceira, mas também os estabelecimentos de ensino particular e cooperativo Pré-Escolar do Centro Social Rocha Barros (Góis) e Centro Paroquial de Alvares (Cortes).
Os conjuntos documentais contêm livros, filmes, jogos didáticos (CD-ROM / Consola Nintendo Wii), etc., com o objetivo de proporcionar à comunidade escolar e suas famílias bons momentos de entretenimento e aquisição de conhecimento, enquadrados por critérios definidos pelo Grupo de Trabalho Concelhio de Góis.

Equipa da BE/CRE do AEG | José Santos

Legendas das fotografias da “Mala dos Sonhos”:
Foto 1 – Escola Básica de Alvares
Foto 2 – Jardim de Infância de Ponte Sótão
Foto 3 – Jardim de Infância do Centro Paroquial de Alvares (Cortes)
Foto 4 – Escola Básica de Vila Nova do Ceira
Foto 5 – Centro Social Rocha Barros

O AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DE GÓIS É SOLIDÁRIO! PROMOVE VENDA SOLIDÁRIA!- “Histórias da AJUDARIS 2015” – Edição de Nov.

O projeto é iniciativa da AJUDARIS, associação solidária sem fins lucrativos que desenvolve vários projetos de âmbito social. Esta iniciativa “Histórias da AJUDARIS”, destina-se a crianças que frequentem a educação pré-escolar, o 1º e 2º ciclo do ensino básico e visa despertar e fortalecer hábitos de leitura e escrita, bem como impulsionar os valores de cidadania e solidariedade, tendo como principal finalidade envolver as crianças na autoria de histórias, com inspiração em temas como a cidadania, a solidariedade, os valores e os afetos, componentes essenciais na missão da Ajudaris. Cada história selecionada é posteriormente ilustrada por reconhecidos ilustradores nacionais e publicada numa coletânea, revertendo as receitas decorrentes da venda destes livros, para o apoio de famílias e crianças carenciadas.
No decorrer do ano letivo anterior, no âmbito da atividade “Conta-me histórias!”, promovida pela Biblioteca Escolar, o Agrupamento de Escolas de Góis associou-se a este projeto, envolvendo as crianças dos grupos de Educação Pré-Escolar de Góis, Vila Nova Ceira e Ponte do Sótão.Do trabalho desenvolvido na hora do conto, da criatividade e imaginação dos(as) meninos(as), que apelidámos de “Os CeiriGóis”, resultou a história partilhada que apresentamos a concurso, “Edu o novo guardião do rio Ceira”. Esta foi posteriormente selecionada pelo júri nacional para integrar a edição “Histórias da AJUDARIS 2015”, distinçãoque muito nos honra e orgulha.
A cerimónia de lançamento desta edição, na qual não nos foi possível participar, decorreu no dia 18 de outubro, no Pavilhão Multiusos de Gondomar, com a entrega de diplomas de participação e livro de oferta aos representantes dos estabelecimentos de ensino solidários.
A continuação deste projeto está agora dependente de cada um de nós. Para dar seguimento à missão da Associação AJUDARIS, junto de crianças e famílias carenciadas, pretende a direção do Agrupamento de Escolas, os docentes e crianças envolvidas neste projeto, continuar a desenvolver pequenos/grandes gestos solidários. Assim, na semana de 1 a 4 de dezembro, vamos dinamizar na escola sede uma atividade de promoção e venda solidária da obra, mais uma vez com a colaboração dos “CEIRIGÓIS”, para que juntos possamos fazer crescer este projeto.
Por apenas 5 euros poderá adquirir os livros “Histórias da AJUDARIS 2015” e partilhar com os familiares e amigos a bela e solidária história “Edu o novo guardião do rio Ceira”, criada pelos pequenos/grandes autores e ilustrada pelo generoso artista nacional, José Eliseu (filho).
Como responsável pela implementação do projeto no nosso Agrupamento, agradeço de forma especial o envolvimento dos pequenos/ grandes autores, bem como a TODOS quantos connosco colaboram. Contamos convosco… e com o vosso contributo solidário.
AJUDEM-NOS A AJUDAR… e a contribuir para um mundo melhor.

Bem hajam!
Graça Alves

Legenda das fotos:

Foto 1- “Os CeiriGóis”- EPE- Góis 2014/15

Foto 2- “Os CeiriGóis”- EPE- Ponte do Sotão 2014/15

Foto 3- “Os CeiriGóis”- EPE- Vila Nova Ceira 2014/15

Foto 4 – “Livro AJUDARIS´15 “

Foto 5 – “ Folheto “Histórias da Ajudaris”

Concurso “Se eu fosse um alimento seria …” – Edição de Nov.

No âmbito das comemorações do “Dia Mundial da Alimentação” e com o intuito de estimular os alunos para a participação em atividades criativas de expressão plástica e escrita, foi lançado o concurso “Se eu fosse um alimento seria…”
O desafio foi aceite pela Educadora Rosa Dinis e pelos alunos da Educação Pré-Escolar de Góis que, no âmbito do domínio de linguagem e abordagem à escrita: Consciência Fonológica, se envolveram neste projeto.

Também os alunos da Educação Pré-Escolar do Jardim de Infância de Ponte do Sótão, coordenados pela docente Florbela Carvalho, nos enviaram alguns belos exemplos da sua criatividade.

Os alunos do 3º/4º anos da EB de Góis, coordenados pela docente Alice Abrantes, partilharam também connosco os “frutos” do seu trabalho.

Legendas para as fotos: Se eu fosse um alimento seria…
Foto 1 – Trabalho dos alunos da Educação Pré-Escolar da EB de Góis
Foto 2 – Trabalho dos alunos da Educação Pré-Escolar da EB de Góis
Foto 3 – Trabalho dos alunos do Jardim de Infância de Ponte Sótão
Foto 4 – Trabalho dos alunos do Jardim de Infância de Ponte Sótão
Foto 5 – Trabalho dos alunos do 1º ciclo da EB de Góis
Foto 6 – Trabalho dos alunos do 1º ciclo da EB de Góis

AGRADECIMENTO: FEIRA DE PLANTAS – Edição de Nov.

A Direção do Agrupamento de Escolas de Góis agradece a todos aqueles que colaboraram e contribuíram (Pessoal Docente e Pessoal Não Docente, Alunos, Pais/Encarregados de Educação e Comunidade em geral) para o Sucesso da Feira de Plantas, que decorreu nos dias 27, 28 e 29 de outubro.
Bem Hajam!

A Diretora do Agrupamento de Escolas de Góis
Cristina Martins

Conta-me Histórias! Todos nós apreciamos uma boa história … – Edição de Nov.

… mas nem sempre temos consciência do seu real valor para a formação e desenvolvimento do caráter de quem a ouve. Este instrumento educativo tem vindo a ser amplamente usado pela equipa da biblioteca escolar para proporcionar aos alunos da Educação Pré-Escolar e 1º/2º Ciclos do Agrupamento de Escolas de Góis, o contato com os livros e a literatura por meio da hora do conto, que induz as crianças à necessária construção significados das narrativas, e por sua vez promove a reflexão em torno das histórias abordadas.
Com esta atividade, a biblioteca escolar tem um papel muito importante na Escola, que é o de incentivar a leitura e, ao mesmo tempo, garantir momentos de prazer e alegria. As(o) docentes Isabel Botequilha, Graça Alves, Fátima Martins, Carla Carvalho, Madalena Costa, Elizete Tavares, Palmira Gonçalves e José Bento, constituem a equipa contadora das histórias que têm encantado os alunos. Através destas e das atividades associadas (reflexão, desenho, pintura, música, canto, construção de objetos), as nossas crianças começam a interiorizar e desenvolver valores humanos, passando a absorver as imagens, os gestos e as situações narradas, que lhes permitem desenvolver e alcançar interpretações críticas das situações ocorridas nas histórias.
Em suma, a hora do conto possibilita a interação da criança com a leitura, deixando que esta, por meio da audição encenada das histórias, passe a explorar cada vez mais a sua imaginação e curiosidade, despertando o gosto pela leitura, que constitui o primeiro passo na criação de futuros grandes leitores.
A Hora do Conto proporciona, sem dúvida, momentos e ensinamentos na vida das crianças, dos quais elas se lembrarão sempre!
José Carlos Santos | professor bibliotecário do AEG

Dia Mundial da Diabetes – Edição de Nov.

O Dia Mundial da Diabetes assinala-se a 14 de novembro, em memória do dia de aniversário de Frederick Banting que, juntamente com Charles Best, foi responsável pela descoberta da insulina em 1922.
Em resposta à crescente prevalência da diabetes no mundo, o Dia Mundial da Diabetes foi adotado pelas Nações Unidas e visa consciencializar as pessoas sobre a doença e divulgar as ferramentas para a prevenção da diabetes.
Assumindo a importância da comemoração deste dia em contexto escolar o PES – Programa de Educação para a Saúde, em articulação com o GAAF- Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, organizaram sessões de informação para os alunos de 2º e 3º Ciclo, que foram dinamizadas pelo Enf.º Alexandre Vieira, técnico dos Serviços de Saúde locais. A comemoração da efeméride decorreu na semana de 9 a 13 de novembro e teve como principais objetivos envolver os alunos na promoção e difusão da educação e da prevenção da diabetes, sensibilizar para as complicações provocadas por esta doença e para os cuidados a ter para a evitar e incentivar a aquisição de conhecimentos sobre a Diabetes por parte da comunidade escolar.

“Homo naledi”: uma nova descoberta da Humanidade – Edição de Nov.

A descoberta do “homo naledi” foi um dos maiores achados dos últimos tempos e contribuirá certamente para aumentar o conhecimento sobre a evolução humana.
A nova espécie de hominídeo foi encontrada, em 2013, na África do Sul, na gruta “Rising Star”, a cinquenta quilómetros de Joanesburgo, onde se acharam mais de quinze ossadas. Com efeito, as escavações comandadas pelo professor Lee Berger, da Universidade de Joanesburgo, permitiram encontrar mais de 1500 ossos fossilizados, pertencentes a pelo menos quinze indivíduos.
O “homo naledi” pesava 45 quilos e media cerca de metro e meio. O seu cérebro era do tamanho de uma laranja e tinha maxilares grandes que lhe permitiam comer alimentos mais duros. As mãos e os pés eram parecidos com os dos humanos atuais, mas os ombros assemelhavam-nos aos macacos.
Há ainda indícios de que estes hominídeos enterravam os seus mortos, pois os ossos foram descobertos em várias camadas do chão da gruta.
Contudo, alguns cientistas apresentam ainda dúvidas quanto à descoberta agora anunciada, referindo que são necessários mais dados para se concluir que se trata de uma nova espécie de hominídeo.
Polémicas à parte, a curiosidade do ser humano pelos seus antecessores é uma constante ao longo da História. Com efeito, o “homo naledi” é já uma “estrela em ascensão”, mas, acima de tudo, faz parte da nossa História.

Turma: 7º A

Legendas Homo Naledi:
Foto 1- Crânio
Foto 2- Mão
Foto 3- Ossadas
Foto 4- Reconstituição

Desporto Escolar – Edição de Nov.

As atividades do Desporto Escolar do agrupamento de Escolas de Góis foram iniciadas no passado dia 13 de Novembro, com a realização de um Torneio de Basquetebol 3×3, envolvendo 8 equipas, que competiram com grande entusiasmo e empenho.
Este ano letivo a escola vai contar com diversos grupos/equipa, nomeadamente de Basquetebol, de Badmínton e de Futsal feminino, que têm efetuado treinos regulares e irão participar em torneios inter-escolas brevemente.
A prova mais importante deste período, o Corta Mato, vai ser realizada nos últimos dias de aulas do 1º período, onde alunos correm para se apurarem para a fase distrital, prevendo-se contar este ano novamente com a presença de alunos do 4º ano. A fase distrital será realizada em Coimbra.
O Clube do Desporto Escolar destina-se a proporcionar aos alunos um conjunto de atividades extracurriculares, bem como a sensibilizar os alunos para a importância da prática desportiva, promovendo a autonomia.

O professor coordenador do desporto escolar
Luís Ramos

“Feirinha” Educação Pré Escolar de Góis – Edição de Nov.

A equipa educativa da EPE de Góis vai dinamizar uma “Feirinha” nos primeiros dias de Dezembro com o objetivo de contribuir para o “Acampamento Escolar de 2016”. Serão colocados à venda produtos artesanais confecionados pelos adultos da equipa e ainda outros elaborados com a colaboração do grupo de crianças. No âmbito curricular pretende-se desta forma especificamente:
– envolver o grupo numa causa solidária do seu agrupamento;
– valorizar o esforço coletivo;
– desenvolver competências no domínio da matemática.
– Potenciar o espirito criativo ;
Participem!
Obrigada
A Educadora
Rosa Dinis

FEIRINHA EPE GÓIS