EDITORIAL – EDIÇÃO DE MARÇO DE 2016

                Entre os dias onze e dezasseis de março decorreu, em coordenação com a XX Feira do Livro de Góis, a Semana da Leitura e Encontros com as Artes – 2016. A escola animou-se com as atividades preparadas pelos nossos alunos, professores e auxiliares da ação educativa, bem como com as personalidades que nos visitaram e contribuíram, assim, para abrilhantar este evento.

Nunca é de mais recordar a importância do livro e da leitura para a formação dos nossos alunos, não só no que diz respeito à aquisição de conhecimentos, mas também à formação do seu carácter.

Sabemos que, nos dias de hoje, os nossos jovens recebem apelos constantes de outros meios de comunicação e de entretenimento, que requerem a sua atenção. Os jogos eletrónicos, os telefones “inteligentes” e as redes sociais, juntaram-se à televisão para ocupar todos os momentos de lazer de que dispõem. Quando há vinte ou trinta anos atrás, se debatia a imensa quantidade de horas que os jovens e as crianças passavam sentados à frente da televisão, ninguém imaginava que, de lá para cá, surgissem novos meios tecnológicos que quase tornaram a televisão numa coisa do passado. E hoje, se queremos encontrar as novas gerações ao serão, ao fim de semana, nas férias ou até nos intervalos das aulas, vamos dar com eles sentados a um canto, de pescoço curvado, a dedilhar compulsivamente num aparelho de plástico coberto de vidro, como se o mundo inteiro estivesse todo ali! Pior, como se nada mais existisse fora dali! Ou interessasse sequer!

A este propósito recebi, aqui há tempos (no e-mail, imagine-se!), uma imagem muito engraçada. Tratava-se um conjunto de jovens, uns sete ou oito, sentados à volta de uma mesa de café e cada um deles dedilhando com entusiasmo o seu aparelho, completamente abstraídos dos outros e do que se passava à sua volta. Por debaixo da fotografia a legenda irónica: “Encontro de amigos!”.

Tendo em conta esta nova realidade, é cada vez mais difícil, quer para a escola, quer para as famílias, conseguir criar hábitos de leitura nesta geração “digital”. Mas desistir não é opção e por isso a escola tem utilizado uma multiplicidade de estratégias para tentar contornar estes obstáculos. A Semana das Leituras e Encontros com as Artes insere-se precisamente nesta estratégia de atrair para a leitura os mais jovens, complementando outras, realizadas ao longo de todo o ano letivo, como a “Hora do Conto” ou a “Mala dos Sonhos”.

Devemos também destacar e agradecer a presença na escola e na feira do livro, de figuras consagradas da literatura infantil e juvenil, como o escritor Rui Bernardino, a escritora Milu Loureiro e o escritor Carlos Alberto Silva. Os nossos alunos tiveram oportunidade de entrevistar dois destes escritores, tendo elaborado o questionário e recolhido as respetivas respostas. O resultado deste empreendimento, que foi uma nova experiência, quer para os alunos, quer para mim próprio, são também publicados nesta edição do “Passo a Passo”.

José Bento | professor coordenador do Clube de Jornalismo

 

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Galardão Eco-Escolas e Dia Internacional das Florestas

No dia 18 de março de 2016 (sexta-feira), decorreram diversas iniciativas integradas no Plano Anual de Atividades do Agrupamento e dinamizadas pelo clube Eco-Escolas / Departamento de Matemática e Ciências Experimentais / Município de Góis /Associação Florestal / ADIBER / Lousitânea – Amigos da Serra da Lousã, que pretenderam celebrar a atribuição do galardão Eco-Escolas e o Dia Internacional das Florestas.

De acordo com o programa estabelecido, entre as 10.00h. e as 10.30h, comemorou-se, na escola sede, a atribuição do galardão Eco-Escolas, que premeia o bom desempenho ambiental do Agrupamento, fruto do trabalho dos alunos, professores, assistentes operacionais e da articulação e parceria com instituições locais (Município de Góis; Junta de Freguesia de Góis; ADIBER). No espaço exterior da Escola procedeu-se ao hastear da Bandeira Verde, à entoação do hino do clube Eco-Escolas, à leitura de poemas e à entrega de um Kit pelo Município aos alunos, para assinalar a Hora do Planeta que teve lugar no dia19 de março, entre as 20:30h e as 21.30h.

Durante a manhã os alunos do ensino Pré-Escolar construíram a Árvore da Primavera, em colaboração com alunos do 6ºB e docentes da turma. Os discentes do 1º Ciclo puderam assistir, na Biblioteca da Escola, à apresentação de pequenos vídeos que alertaram para a importância da preservação da Floresta. Também visitaram a exposição de espécies autóctones de Góis, organizada pela Lousitânea e pelo Projeto Eco-Escolas.

No período da tarde os alunos do 2º e 3º Ciclos, acompanhados por elementos do Município, da Lousitânea e por docentes do Agrupamento, procederam à plantação de espécies autóctones no recreio da escola. Em simultâneo, os docentes do Departamento de Matemática e Ciências Experimentais/ Eco-Escolas e alunos do Clube Eco-Escolas organizaram, no telheiro da Escola, a prova ambiental – “ Ecobike “ prevista para este dia, mas que, devido às condições atmosféricas, teve que ser reformulada. Os alunos participaram com interesse na atividade e, com recurso à bicicleta, demonstraram que são conhecedores de boas práticas ambientais.

Há a assinalar que todas as iniciativas decorreram conforme o planeado, devido ao trabalho colaborativo de diversas instituições que se empenharam em propiciar, às crianças e jovens do concelho, atividades que pretenderam sensibilizar para a necessidade da proteção e preservação do Ambiente e da Biodiversidade.

Por último, relembra-se toda a Comunidade Educativa que o Projeto Eco-Escolas procede à recolha de resíduos, designadamente tampas de plástico, revistas, pilhas, tinteiros e toners, eletrodomésticos e equipamentos eletrónicos em fim de vida, óleo usado, roupas, calçados e brinquedos.

Colabore com a Escola e ajude o Ambiente!

Lúcia Pinto | A coordenadora do Projeto Eco-Escolas

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Comemoração do Dia Mundial da Árvore e da Floresta – EPE de Ponte do Sótão – 18/03/2016

Hoje, aprendemos mais um pouco, sobre a forma e a importância de proteger as florestas.

Começamos por ver uma história muito bonita “A Floresta d’ água”, sobre os efeitos dos fogos e o que devemos fazer para proteger a floresta. Depois, conversamos e chegamos a várias conclusões:

Não se pode queimar as árvores” (R)

Podemos cortar árvores mas só se plantarmos outras novas” (R)

Temos que cuidar das árvores” (R)

As árvores dão-nos ar puro para respirar” (R)

As árvores dão-nos frutos” (E)

Temos que cuidar das árvores para o ar não ficar com fumo” (MB)

Quando aparece o fogo, devia começar a chover” (E)

Se cortar árvores plante outras” (MB).

Depois com estas frases e umas rasgagens engraçadas, fizemos marcadores de livros, para passar a mensagem a outras pessoas. E claro, plantamos uma árvore.

Convidamos também todos os leitores, a juntarem-se a nós, na proteção da floresta.

E não se esqueçam, “Se cortarem árvores, plantem outras” e tudo será melhor.

 

Pelo grupo de crianças, a educadora

Florbela Carvalho

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Dia da Internet Mais Segura 2016 – Sessões de informação

No âmbito das celebrações do Dia da Internet Mais Segura 2016, foi passado um PowerPoint na entrada da Escola Sede, foram distribuídos materiais disponibilizados pela Direção-Geral da Educação por todas as Escolas do Agrupamento e afixados cartazes alusivos ao tema.

Face à importância da abordagem desta temática em contexto escolar, o GAAF – Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, articulou o Centro de Competência TIC – Softciências, tendo sido agendada a realização de uma sessão de sensibilização para alunos do 3º ano, 4ºano e 2º Ciclo da EB de Góis, que decorreu no dia 15 de março e fez parte da programação da Semana da Leitura.

Nas sessões de sensibilização foram abrangidas diferentes temáticas como: regras básicas de segurança online, privacidade, dispositivos móveis e cyberbullying.

Esta atividade teve como principal objetivo promover a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos alunos.

Susana Rodrigues

Coordenadora do GAAF/Representante do MEC na CPCJ

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Alunos do 9.º ano visitam FUTURÁLIA

No passado dia 18 de Março, os alunos de 9.º ano rumaram a Lisboa para visitar uma Feira de Emprego e Educação, de forma a conhecerem os diferentes níveis de qualificação (escolar e profissional) do sistema de ensino do nosso país e para verem ao vivo demonstrações de atividades profissionais.

Esta visita foi organizada pelo GAAF com a colaboração dos diretores de turma.

Consigo, os alunos trouxeram um conjunto de experiencias pessoais muito interessantes e informação de vários estabelecimentos de ensino secundário e universitário. Podem, agora, sonhar com o seu futuro de maneira mais informada!

 Joana Simões | Psicóloga do Agrupamento de Escolas de Góis

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Sessões para Pais/Encarregados de Educação: «Dois Dedos de Conversa: cuidados de higiene»

A saúde depende, em grande medida, de hábitos e cuidados de higiene que cabe a cada um de nós conhecer e adotar.

Face à importância desta temática e no seguimento das sessões dirigidas aos alunos, os técnicos do GAAF-Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, consideraram pertinente a realização de sessões dirigidas aos pais/encarregados de educação. Nesta perspetiva, foram realizadas quatro sessões, a partir das dezoito horas, dirigidas a todos os pais/encarregados de educação do Agrupamento de Escolas de Góis, dinamizadas nos diferentes estabelecimentos de ensino. As sessões foram dinamizadas pela Enfermeira Isabel Afonso da UCC Góis Vive.

Da avaliação efetuada é importante referir que participaram um total de trinta e três pais/encarregados de Educação, verificando-se assim uma fraca participação dos mesmos. É digno de registo que, nos questionários passados aos intervenientes, todos consideraram oportuna e atual a temática, avaliando positivamente a atividade, referindo que a mesma contribuiu para intensificar os espaços de diálogo e partilha entre a escola e a família.

Os técnicos do GAAF agradecem a disponibilidade e a presença de todos, Pais/Encarregados de Educação, Pessoal Docente e Não Docente.

O GAAF continuará, no terceiro período, a promover este tipo de atividade ficando, desde já, o convite à participação dos pais/encarregados de educação.

A Coordenadora do GAAF

Susana Rodrigues

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Encontro do escalão de iniciados/masculinos de basquetebol do Desporto Escolar

Durante a tarde do dia 24 de fevereiro, realizou-se o encontro do escalão de iniciados/masculinos de basquetebol do Desporto Escolar, realizado na Ponte das 3 Entradas (Oliveira do Hospital), com a participação da Escola Dr.ª Maria Alice Gouveia, de Coimbra e da Escola Básica Integrada de Ponte das Três Entradas. Fica o registo da participação dos nossos alunos.

Luís Ramos | professor coordenador do Desporto Escolar

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Participação dos alunos do Agrupamento de Escolas de Góis no Corta Mato Nacional

O Corta Mato Nacional é uma das mais emblemáticas provas do calendário desportivo anual do Programa de Desporto Escolar. Esta competição é organizada localmente pela Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares – Direcção de Serviços da Região Norte, sob a Égide da Direcção Geral da Educação – Divisão do Desporto Escolar.

No presente ano lectivo o Corta Mato Nacional realizou-se em Vila Nova de Famalicão e contou com a presença de aproximadamente 1440 alunos e professores, os quais representaram as 24 Coordenações Locais do Desporto Escolar, das 5 Direcções dos Serviços Regionais (Norte, Centro; Lisboa e Vale do Tejo; Alentejo e Algarve), ainda com a Região Autónoma dos Açores. Esta prova surgiu na sequência da realização das duas fases anteriores: A fase Escola e a fase CLDE, que envolveram aproximadamente 300.000 alunos em todo o país.

Este ano, o programa, para além das provas do Desporto Escolar, incluiu também o Corta Mato Nacional Curto, da Federação Portuguesa de Atletismo e o Corta Mato Nacional Universitário, da Federação Académica do Desporto Universitário.

O Agrupamento de Escolas de Góis integrou a comitiva do CLDE do Centro com os alunos Luís Barata e André França, uma vez que a aluna Bruna Gama não participou por motivos de saúde.

A participação dos nossos alunos foi fantástica, tendo-se classificado à frente de muitos alunos federados, Luís Barata obteve o 37º lugar da sua categoria e André França conseguiu chegar às medalhas obtendo o 3º lugar da sua categoria.

Miguel Dias

Professor de Educação Física do AEG

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Entrevista a Carlos Alberto Silva

            No âmbito da Semana da Leitura e Encontros com as Artes, foi feita, pelos nossos alunos Guilherme Santos, João Martins, Simão Ventura e Vasco Fernandes, uma pequena entrevista ao escritor convidado, Carlos Alberto Silva. Passemos a palavra aos intervenientes:

Guilherme Santos: Porque decidiu ser escritor?

Carlos Alberto Silva: Decidi ser escritor porque gosto muito de ler. Além disso, na escola, como era mau na gramática, tinha que me safar nas composições! E assim conseguia tirar boas notas…

Guilherme Santos: Quando tomou essa decisão?

Carlos Alberto Silva: Em criança já sonhava ser escritor… por isso acho que é um sonho de infância concretizado!

João Martins: Gostava de ler quando era criança?

Carlos Alberto Silva: Muito! Na minha terra havia uma biblioteca Gulbenkian, nos bombeiros, e tive que aprender a escrever o meu nome só para me poder inscrever nela, porque eu ainda não sabia escrever…

João Martins: Qual o seu livro favorito?

Carlos Alberto Silva: O meu livro favorito chama-se “Sidarta” e foi escrito por um escritor alemão chamado Hermann Hesse. Aliás, recomendo-vos que o leiam. É muito bom!

Simão Ventura: Qual foi o primeiro livro que escreveu?

Carlos Alberto Silva: Foi um livro de poemas que se chamava “Bestiário Poético”.

Simão Ventura: Quantos livros já escreveu?

Carlos Alberto Silva: Já escrevi onze livros na área da literatura. Mas também escrevi livros técnicos!

Simão Ventura: De onde vem a sua inspiração?

Carlos Alberto Silva: A inspiração vem do que nos rodeia, do que vemos, do que sentimos…

Vasco Fernandes: Gostava de escrever textos quando andava na escola? E sobre que assuntos?

Carlos Alberto Silva: Adorava escrever sobre todo o tipo de assuntos!

Vasco Fernandes: Foi difícil começar a escrever?

Carlos Alberto Silva: Não, foi natural porque lia muito…

Vasco Fernandes: O que aconselha a quem queira começar a escrever?

Carlos Alberto Silva: Tentar muito e nunca desistir! Devemos pensar nas palavras e nas frases como barro que moldamos na nossa mão.

José Bento | professor coordenador do Clube de Jornalismo

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Entrevista a Milu Loureiro

            No âmbito da Semana da Leitura e Encontros com as Artes, foi feita, pelos nossos alunos Afonso Luís, Jéssica Rodrigues, Lara Nunes, Mariana Rosa e Millie Romer, uma pequena entrevista à escritora convidada, Milu Loureiro. Passemos a palavra aos intervenientes:

Afonso Luís: Porque decidiu ser escritora?

Milu Loureiro: As circunstâncias permitiram que nascesse a vontade de escrever. Comecei por ser uma boa leitora e da leitura passei para a escrita. Foi uma evolução natural porque gostava muito das histórias que lia e das histórias que contava.

Afonso Luís: Quando tomou essa decisão?

Milu Loureiro: Foi quando estava na Biblioteca Escolar. Eu contava histórias às crianças e depois quis começar a escrevê-las. Adoro os livros, as ilustrações… Senti vontade de escrever as minhas próprias histórias.

Jéssica Rodrigues: Gostava de ler quando era criança?

Milu Loureiro: Adorava ler! Chegava a esquecer-me de comer por estar a ler! Era muito introvertida e por isso refugiava-me na leitura. Preferia ler a falar… Gostava do convívio com as personagens das histórias.

Jéssica Rodrigues: Qual o seu livro favorito?

Milu Loureiro: Os meus livros são como meus filhos, por isso gosto de todos. Mas tenho um carinho especial pelo “O Esquilo que Amava as Palavras”. Foi a primeira história que publiquei e há nela muito afeto.

Lara Nunes: Quantos livros já escreveu?

Milu Loureiro: Já escrevi nove livros.

Lara Nunes: De onde vem a sua inspiração?

Milu Loureiro: A inspiração vem de tudo o que me rodeia, do que observo: a Natureza, a televisão, os animais, o ambiente e a sua destruição, a poluição, os incêndios…

Mariana Rosa: Gostava de escrever textos quando andava na escola?

Milu Loureiro: Sim, gostava muito! Mas um dia um professor disse-me que os textos que eu escrevia não eram meus… E, por isso, nunca mais escrevi! Só agora retomei a escrita…

Mariana Rosa: Qual foi o primeiro livro que escreveu?

Milu Loureiro: O primeiro livro que publiquei foi “O Esquilo que Amava as Palavras”. Mas a primeira história que escrevi foi sobre um pedinte que vivia na minha terra, a que chamavam “Tita” e era muito popular. Esse conto está incluído numa antologia de contos.

Millie Romer: Foi difícil começar a escrever?

Milu Loureiro: Não, foi muito fácil porque tinha muita imaginação! Precisava de despejar todas as ideias que tinha na cabeça…

Millie Romer: O que aconselha a quem queira começar a escrever?

Milu Loureiro: Ler, ler, ler, ler e ler… ler muito e amar as palavras!

José Bento | professor coordenador do Clube de Jornalismo

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